Leviano lança MALINO em meio a ruptura silenciosa com a Mainstreet
Leviano lança MALINO, álbum duplo contendo 25 faixas, com estética inspirada em GTA San Andreas, visual nostálgico de PS2 e forte identidade no rap brasileiro.


Leviano lança MALINO após tensão com Mainstreet e Orochi
O rap brasileiro ganhou um dos lançamentos mais comentados e carregados de contexto do ano com a chegada de MALINO, novo álbum duplo de Leviano.
Com 25 faixas, o projeto chega cercado não apenas pela estética forte e pela identidade visual inspirada em videogames clássicos como GTA San Andreas, mas também por todo o histórico recente envolvendo:
Mainstreet Records
Orochi
diss tracks
conflitos internos
mudanças de direção artística
MALINO acaba funcionando quase como um retrato de transição na carreira de Leviano.
Qual foi a relação de Leviano com a Mainstreet?
Nos últimos anos, Leviano esteve diretamente ligado ao ecossistema da Mainstreet Records, gravadora criada por Orochi e que se tornou uma das estruturas mais fortes do trap brasileiro.
A Mainstreet ajudou a consolidar uma nova geração da música urbana nacional através de:
trap
drill
funk
estética de rua
marketing digital pesado
forte identidade visual
Dentro desse cenário, Leviano aparecia como um dos artistas mais promissores ligados ao movimento.
As diss tracks contra Orochi movimentaram a cena?
Sim.
Grande parte da repercussão recente envolvendo Leviano aconteceu após o artista lançar duas diss tracks direcionadas a Orochi, dono da própria Mainstreet.
As músicas rapidamente movimentaram:
redes sociais
páginas de rap
comunidades do trap
debates dentro da cena
O conflito chamou ainda mais atenção porque a última diss acabou sendo distribuída oficialmente utilizando selo ligado à própria Mainstreet.
Isso criou uma situação extremamente incomum dentro do rap nacional:
um artista lançando uma música contra o próprio chefe utilizando estrutura associada à gravadora do rival.
O álbum também marca distanciamento simbólico da Mainstreet
Outro detalhe que chamou bastante atenção no lançamento de MALINO foi justamente a questão do selo utilizado na distribuição do projeto.
A última diss lançada por Leviano, #free vetin, havia saído distribuída utilizando estrutura ligada à própria Mainstreet Records, situação que virou assunto dentro da cena justamente pelo caráter contraditório do lançamento: uma música direcionada contra Orochi chegando ao público através de um selo associado ao ecossistema da gravadora do próprio rapper.
Já em MALINO, o cenário mudou.
O álbum aparece lançado pela © 2026 MSTT Records, nome que lembra diretamente a identidade visual e a abreviação utilizada pela Mainstreet, mas que oficialmente não aparece como a própria Mainstreet Records.
Esse detalhe acabou alimentando ainda mais discussões entre fãs e páginas da cena sobre:
possível afastamento artístico
mudanças contratuais
independência criativa
reestruturação de carreira
Mesmo sem pronunciamentos totalmente claros sobre bastidores, o projeto transmite uma sensação de transição. Ao mesmo tempo em que MALINO ainda carrega diversas influências estéticas associadas ao universo da Mainstreet, o álbum também parece funcionar como uma tentativa de Leviano reafirmar sua própria identidade fora da estrutura principal da gravadora.
Isso acaba deixando o disco com uma atmosfera quase simbólica:
um artista ainda cercado pela estética do movimento que ajudou a impulsioná-lo, mas agora tentando reconstruir o próprio caminho de forma mais independente dentro da cena do trap brasileiro.
O que MALINO representa depois dessa ruptura?
Mesmo sem declarações completamente diretas sobre contratos ou bastidores, MALINO passa uma sensação clara de ruptura artística.
O projeto já não aparece oficialmente lançado pela Mainstreet, mas ainda carrega diversas características visuais e sonoras muito associadas ao ecossistema criado pela gravadora.
Isso faz o álbum soar quase como uma transição entre:
independência
influência da antiga estrutura
reconstrução de identidade
afirmação artística própria
Existe uma sensação de que Leviano tenta reafirmar sua individualidade criativa após todo o contexto envolvendo as diss tracks.
O álbum mostra um Leviano mais agressivo?
Em vários momentos, sim.
MALINO mistura atmosferas:
introspectivas
agressivas
caóticas
melancólicas
provocativas
O disco transmite bastante a sensação de alguém vivendo:
pressão
paranoia
ambição
conflito interno
isolamento artístico
Essa energia aparece tanto nas letras quanto na estética visual do projeto.
Por que a estética do álbum chamou tanta atenção?
Além da música, MALINO virou assunto pela direção criativa extremamente forte.
A capa aposta numa colagem cheia de referências culturais enquanto os visualizers mergulham numa estética:
PS2
GTA San Andreas
internet dos anos 2000
gráficos antigos
cultura gamer underground
Nos últimos anos, esse tipo de estética nostálgica virou referência muito forte dentro do trap mundial.
Leviano utiliza isso para construir um universo visual muito próprio.
GTA San Andreas continua influenciando o trap?
Muito.
Grande parte da nova geração do rap e do trap cresceu consumindo:
GTA San Andreas
Need for Speed Underground
Midnight Club
Def Jam Fight for NY
Esses jogos ajudaram a moldar:
estética urbana
cultura de rua
moda
sonoridade
identidade visual
MALINO conversa diretamente com esse imaginário coletivo.
O álbum duplo mostra ambição artística?
Sem dúvida.
Projetos duplos normalmente aparecem quando artistas querem:
expandir conceito
explorar múltiplas atmosferas
aprofundar narrativa
mostrar versatilidade
MALINO parece funcionar exatamente assim.
O álbum soa menos preocupado em criar hits imediatos e mais focado em construir identidade.
A relação entre artistas e gravadoras mudou no trap?
O caso envolvendo Leviano também reforça um debate cada vez mais presente no trap brasileiro:
independência artística
liberdade criativa
contratos
identidade própria
controle de carreira
A nova geração cresceu muito rápido dentro do streaming e muitas vezes os conflitos acabam aparecendo justamente quando artistas tentam redefinir seus próprios caminhos.
MALINO mostra influência da Mainstreet?
Mesmo fora oficialmente da gravadora, o álbum ainda carrega elementos associados ao universo da Mainstreet:
estética urbana pesada
identidade visual cinematográfica
sonoridade moderna
atmosfera de rua
influência do trap carioca contemporâneo
Isso acontece porque a própria Mainstreet ajudou a definir boa parte da estética atual do trap brasileiro.
O underground digital continua moldando a cena?
Muito do que MALINO representa nasce justamente do underground digital.
O projeto mistura:
cultura gamer
trap
internet
design nostálgico
estética alternativa
Essa mistura virou uma das principais marcas da nova geração da música urbana brasileira.
Tracklist completa de MALINO
FALSOS NÃO VÃO PASSAR
NO MEU JEANS
TÁ COM MEDO?
MAIS DINHEIRO PRA FAZER
DELÍRIO
CALISTENIA
CONIVENTE
X9 feat. Brandão85
ESCRAVO MODERNO
RAPPER DO BRASIL
MAIS PROBLEMAS QUE AMIGOS
CORRENTE$ FALAM MAI$ QUE PALAVRA$ feat. DESSIIIK
SÓ COMEÇAMOS INTERLÚDIO feat. Alee
FORTAL NÃO TEM NEVE
OCEANO, MUITA ONDA
BYD DA CHINA, IGUAL UM PANDA
MIL A MENOS, MIL A MAIS feat. Alee e Klisman
MARTIN LUTHER KING JR.
MANOS DO PRIMEIRO DIA
EUROPEUS MORTOS
PSICOSE TYPE BEAT
THE BOX
MERCA feat. Alee
CUPIM
TODOS QUEREM SER IGUAIS A MIM
O álbum pode marcar nova fase da carreira?
Tudo indica que sim.
MALINO transmite claramente a sensação de recomeço artístico.
Mesmo cercado por polêmicas, diss tracks e mudanças de direção, Leviano parece utilizar o álbum justamente para reafirmar:
personalidade
identidade
visão artística
independência criativa
Conclusão
MALINO chega como um dos projetos mais complexos e comentados recentes do rap brasileiro.
Muito além da estética inspirada em PS2 e GTA San Andreas, o álbum carrega também todo o peso do momento vivido por Leviano após conflitos envolvendo:
Mainstreet
Orochi
diss tracks
mudanças de trajetória
Com 25 faixas, o projeto mostra um artista tentando transformar tensão, polêmica e transição em identidade artística própria dentro da nova geração do trap nacional.
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